Moss: The Forgotten Relic leva dois dos melhores jogos de VR para consoles sem headset

A desenvolvedora Polyarc lançou no dia 16 de julho Moss: The Forgotten Relic, uma coletânea que reúne Moss e Moss: Book 2 em versões para tela plana, sem necessidade de óculos de realidade virtual. O pacote está disponível para Nintendo Switch, Nintendo Switch 2, PlayStation 5, Windows PC e Xbox Series X. Para quem, como o autor desta análise, sofre de enjoo ao usar VR – a ponto de não conseguir terminar uma sessão de cinema IMAX –, a chegada dessa versão é uma oportunidade de finalmente conhecer duas aventuras aclamadas.

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Fonte da imagem: Polygon

Em Moss: The Forgotten Relic, o jogador assume o papel do Leitor, uma figura que folheia as páginas de um livro de histórias encontrado em uma biblioteca. A protagonista é Quill, uma jovem camundonga que percebe a presença do Leitor e, após encontrar um fragmento de Vidro (o MacGuffin da série), vê seu tio ser capturado. Com a ajuda do Leitor, ela parte em uma jornada para resgatá-lo, encontrando desafios maiores do que esperava e se transformando em uma heroína ao longo do caminho.

A mecânica principal envolve o Leitor auxiliando Quill em todas as áreas da jogabilidade. Ele facilita a progressão por florestas coloridas e níveis sombrios dentro de um castelo melancólico, movendo caixas para que a camundonga possa pular ou elevando plataformas do chão. A transição do VR para um platformer 3D tradicional, no entanto, tem um ponto fraco: a câmera não pode ser controlada pelo jogador. Um analógico controla Quill e o outro controla a mão do Leitor, deixando os pulos à mercê dos ângulos fixos da câmera. Julgar distâncias para saltos pode ser complicado e exigir várias tentativas. Uma seção no final da primeira metade do jogo, que exige saltos precisos em ângulos de câmera fixos, é particularmente frustrante. Apesar disso, o autor, acostumado com títulos da FromSoftware, considera a câmera o único defeito do jogo.

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Image: Polyarc via PolygonFonte da imagem: Polygon

Os puzzles ambientais de Moss nunca são excessivamente complexos, mas exigem tentativa e erro em alguns momentos. O jogador pode precisar percorrer um nível várias vezes até ter o estalo e enxergar a solução. Conforme a aventura avança, Quill ganha novas ferramentas para resolver quebra-cabeças, e o Leitor também participa ao assumir o controle de inimigos para ajudar a camundonga a navegar pelo cenário. No final de Book 2, o jogador precisa alternar entre essas ferramentas de forma hábil para completar os puzzles de maneira satisfatória.

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Image: PolyarcFonte da imagem: Polygon

O combate é o terceiro pilar da jogabilidade e o mais fraco. Diferente dos puzzles, que oferecem desafios envolventes, as lutas são um teste de paciência, com o jogador enfrentando ondas de inimigos em arenas fechadas usando poucos ataques. A situação melhora na segunda metade, quando Quill adquire armas adicionais, trazendo variedade e tornando os confrontos mais divertidos.

O grande destaque de Moss é a personalidade da protagonista. Quill não salta sobre bordas altas com a elegância de um assassino; ela escala com suas patinhas de camundonga, fazendo o possível para se impulsionar. Em plataformas baixas, ela dá cambalhotas estilosas. Após completar uma seção de combate ou resolver um puzzle, ela oferece um high five ao Leitor. Conforme o jogo avança, a quantidade de high fives aumenta, até que Quill começa a dançar e girar enquanto o jogador a cumprimenta repetidamente. Esses momentos fortalecem o vínculo entre jogador e personagem.

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Image: Polyarc via PolygonFonte da imagem: Polygon

A personalidade de Quill fica ainda mais evidente quando, no final de Book 2, o jogador controla brevemente outra camundonga, Sahima. Diferente de Quill, Sahima é mal-humorada e não quer saber do Leitor: ela cruza os braços, desvia o olhar em vez de dar high five e aponta impacientemente para objetos se o jogador demora em um puzzle. Em uma ocasião, o autor fez Sahima cair na água (falha instantânea no jogo) e, ao renascer, ela bateu palmas de forma sarcástica. A experiência fez o autor sentir falta de Quill, que se torna uma heroína corajosa e empática ao longo das cerca de 10 horas de jogo combinadas. Quando o coração de Quill se parte, o do jogador também se parte.

No geral, Moss: The Forgotten Relic é uma grande aventura com poucos tropeços. O combate é funcional, mas o jogo brilha mesmo quando testa o conhecimento do jogador sobre seus sistemas durante os puzzles. Ser recompensado com um high five da adorável heroína torna todo o esforço válido.

Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/moss-the-forgotten-relic-review/.

Fonte: Polygon.

2026-07-14 15:00:00

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