Editor de emblemas do novo port de Black Ops 2 sobrevive, e a comunidade já o usa para criar símbolos nazistas

Em meio a uma semana marcada por demissões em massa, desinvestimentos de estúdios e nomeações irônicas para forças-tarefa na Microsoft, a Activision lançou ports atualizados de Call of Duty: Black Ops (2010) e Black Ops 2 (2012) exclusivamente para PlayStation. As versões, que custam US$ 40 cada, trazem os jogos rodando em 1080p, mas deixam de fora os milhões de fãs que jogaram os originais no PC. Apesar das limitações, os ports são considerados atualizações quase completas – com uma exceção notável: o editor de emblemas, recurso amado e controverso dos primeiros jogos da Treyarch, foi mantido.

E, como era de se esperar, a comunidade já está usando a ferramenta para criar emblemas com suásticas, representações dos ataques de 11 de setembro, o assassinato de Charlie Kirk, um membro da KKK e outras imagens ofensivas. O influenciador JakeSucky compilou vários exemplos em um tweet que rapidamente viralizou. O editor de emblemas é surpreendentemente poderoso: com um conjunto de formas primitivas, símbolos, cores e camadas, jogadores dedicados conseguem recriar praticamente qualquer coisa. Na maioria das vezes, os emblemas personalizados lembram o lixo de um animador de South Park, mas não é raro encontrar perfis exibindo uma Mona Lisa impressionante, um personagem de desenho animado ou, claro, algo obsceno.

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Fonte da imagem: Pcgamer

A decisão de manter o editor surpreendeu até mesmo o autor do artigo original, Morgan Park, do PC Gamer. “Mesmo com moderação de jogadores, não há como policiar o Photoshop”, escreveu ele. “Uma ferramenta que permite alta expressão assume que, às vezes, seu algoz vai te mostrar racismo em forma de desenho.” Embora existam emblemas normais, criativos e legais sendo feitos, o comportamento terrível é mais a regra na comunidade de Call of Duty. Muitos apontam que a Activision deveria ter incluído uma opção para desativar emblemas personalizados – algo que não existia em 2010 e continua ausente agora.

Curiosamente, a única grande mudança nos ports é a remoção de alguns modos. As partidas com apostas (Wager matches) foram cortadas de Black Ops 1, indicando que a desenvolvedora Iron Galaxy fez algumas alterações. No entanto, não há opções modernas como controle de campo de visão (FOV) ou taxas de atualização elevadas. Os ports são considerados bastante básicos, mantendo a essência dos originais sem grandes incrementos técnicos.

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Fonte da imagem: Pcgamer

A polêmica em torno do editor de emblemas não é nova. Desde o lançamento original de Black Ops 2, em 2012, a ferramenta já era usada para criar conteúdo ofensivo, e a falta de moderação eficaz sempre foi um ponto de crítica. A decisão de mantê-la nos novos ports, sem qualquer filtro adicional, reacende o debate sobre responsabilidade das empresas em relação ao comportamento dos jogadores.

Enquanto isso, a comunidade de Call of Duty segue dividida: de um lado, os que celebram a preservação de um recurso criativo e nostálgico; do outro, os que lamentam a falta de medidas para coibir abusos. O fato é que, 14 anos depois, o editor de emblemas continua sendo um termômetro do que há de pior – e de melhor – na cultura dos jogos online.

Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/games/call-of-duty/call-of-duty-fans-surprised-to-discover-new-black-ops-2-port-preserves-the-emblem-editor-not-surprised-to-find-swastikas-being-made-with-it/.

Fonte: PC Gamer.

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2026-07-11 00:04:00

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