Um novo simulador de fazenda acaba de ser lançado e, como manda a tradição, os fãs do gênero já se perguntam: Moonlight Peaks vale a pena? A jornalista Lauren Morton, do PC Gamer, está há cerca de 40 dias (ou noites, para ser precisa) em sua jogatina e, embora a análise com nota ainda demore, já tem impressões iniciais para ajudar a comunidade a decidir se vale a pena mergulhar nessa nova aventura.
Em uma prévia anterior, Morton chamou Moonlight Peaks de Real Housewives de Stardew Valley, e a descrição continua precisa. O jogo tem todos os elementos tradicionais do gênero — plantações, forrageamento, animais, amizades, artesanato, mineração, pesca e por aí vai —, mas o grande diferencial é que as quatro famílias de sobrenaturais da cidade vivem em uma rivalidade ferrenha. O diálogo é repleto de frases em CAIXA ALTA, o que reforça o tom exagerado das desavenças.

Nas primeiras semanas, toda essa toxicidade caricata é divertida, mas, com o passar do tempo, Moonlight Peaks parece não conseguir definir seu tom. O patriarca vampiro Orlock é tratado como um alcoólatra cômico — o que soa um tanto deslocado em 2026 —, mas em outros momentos a tenta tentar abordar a tensão familiar como um conflito genuíno para sua filha Mina. Já Noel, o charmeiro persistente, tenta um arco de “há mais em mim por trás dessa fachada” apenas dizendo isso em voz alta e voltando a ser superficial na sequência. Mesmo para um gênero que intencionalmente usa arquétipos, os moradores parecem unidimensionais até agora.
Outra decisão questionável: o obrigatório “galã de cabelo branco” é infantilizado ao extremo, enquanto o barman melancólico Samael permanece impossível de namorar (ou ao menos é o que parece, já que só tem quatro corações de amizade). Para Morton, isso é um erro de leitura do público de farm sims. Ela mesma está feliz em namorar as várias personagens femininas da cidade, mas acha que as opções masculinas provavelmente não são o que a maioria espera.

Moonlight Peaks está cheio de pequenas decisões estranhas. É possível armazenar recursos infinitos em casa, mas o menu de armazenamento exige tantos cliques que se torna mais trabalhoso do que organizar baús em qualquer outro jogo de crafting. O jogo registra presentes dados aos aldeões, mas apenas em uma lista de “presentes recentes”, bem menos útil do que uma lista discreta de itens que eles gostam ou amam. A progressão é muito orientada por missões, ao contrário do estilo aberto de Stardew Valley, e muitas vezes o jogador fica sem o que fazer no dia porque o próximo objetivo está longe de ser concluído.
Apesar disso, Moonlight Peaks é muito fácil de pegar e mergulhar. O design dos personagens no estilo chibi, lembrando Animal Crossing, é fofo, o conceito de cidade sobrenatural é charmoso e as direções das quests são claras, mesmo que o ritmo seja um pouco lento. Os minigames de arranjo de flores e cerâmica, além do sistema de feitiços baseado em padrões, são toques divertidos. Morton descobriu como sair em encontros e gostou do fato de envolverem minigames.
A jornalista ressalta que, para a maioria dos fãs de farm sim, o que importa é o elenco de personagens e suas histórias — a jogabilidade em si é um detalhe, desde que inclua as atividades de sempre, o que Moonlight Peaks faz. No entanto, é difícil ignorar o preço de US$ 35 e a escrita mediana quando se compara com Fields of Mistria, que terá seu lançamento 1.0 no próximo mês após dois anos de escrita de personagens consistentemente excelente em early access, sem aumento de preço (US$ 14) à vista. Os fãs têm muitas opções hoje em dia, e Morton ainda não está convencida de que Moonlight Peaks justifica seu custo.
Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/games/life-sim/my-first-40-days-in-moonlight-peaks-started-off-with-juicy-feuds-but-its-anemic-character-writing-is-starting-to-show-through/.
Fonte: PC Gamer.
PCGamer latest.
2026-07-07 17:33:00








Deixe um comentário