Por que o Nintendo DS ainda é o melhor portátil para levar em viagens

Em meio à enxurrada de opções portáteis modernas — Steam Deck, Analogue Pocket, Playdate e os vários modelos do Switch —, pode parecer estranho sugerir que o melhor companheiro de viagem é um console que já completou mais de 20 anos. Mas é exatamente o que defende o editor do The Verge, Andrew Webster, que há anos carrega um 3DS XL na bagagem e garante que a linha DS continua imbatível para quem quer jogar longe de casa.

Do ponto de vista do hardware, os portáteis da Nintendo foram projetados para a estrada. O formato concha protege as telas quando o aparelho é jogado dentro de uma mochila, o tamanho é pequeno o suficiente para caber no bolso e a bateria aguenta voos longos sem problemas. Outra vantagem crucial: todos os jogos funcionam sem depender de Wi-Fi, algo raro em aeroportos e aviões. E, se o jogador precisar parar de repente, basta fechar o console como um livro, e ele entra em modo de espera instantaneamente.

A comparação com o Switch 2, segundo Webster, é implacável. O console mais novo é grande, pesado e a bateria dura apenas algumas horas, dependendo do jogo. Isso é ótimo para jogar no sofá de casa, mas longe do ideal se você estiver voando de Toronto a Tóquio, escreve. Já o DS e seus sucessores não têm esses problemas.

No quesito jogos, poucas plataformas oferecem um catálogo tão vasto e diverso quanto o DS (lançado em 2004) e o 3DS (lançado em 2011, com compatibilidade com títulos do antecessor). Mesmo quem já teve um desses consoles por anos provavelmente deixou passar uma porção de ótimos games. Webster cita que, em suas viagens, alterna entre três títulos: o dungeon crawler Fantasy Life, da Level-5, para sessões longas; uma releitura da trilogia original de Ace Attorney para mergulhar na história; e quebra-cabeças de Picross 3D para os momentos de poucos minutos.

O principal ponto negativo é que não saem mais lançamentos para DS ou 3DS. Para adquirir jogos novos (para o jogador), é preciso garimpar cartuchos usados — uma experiência que pode ser divertida e recompensadora, mas não é tão rápida quanto comprar uma cópia digital de Breath of the Wild. Outro problema é o fechamento da eShop: não é mais possível comprar títulos digitais, apenas baixar novamente aqueles já adquiridos. Isso é ótimo para quem teve a precaução de abastecer o console com uma biblioteca digital, mas significa que jogos como a série BoxBoy e Dr. Mario: Miracle Cure estão perdidos no éter digital para quem não os comprou a tempo.

A Nintendo lançou diversas versões do portátil ao longo dos anos, cada uma com suas vantagens. O DS original e o DS Lite têm a vantagem extra de incluir um slot para cartuchos de Game Boy Advance, ampliando ainda mais o acervo disponível. Por outro lado, esses modelos não rodam jogos de 3DS. Para Webster, o 3DS XL é a opção ideal: ele pode jogar sua enorme biblioteca de títulos de DS e 3DS, além de acessar todos os jogos digitais que comprou antes do fechamento da loja virtual.

Pode parecer uma escolha inesperada, mas, como alguém completamente imerso em jogos portáteis — às vezes eu até tiro o Vita da gaveta —, sempre me surpreendo com a frequência com que volto ao 3DS, afirma Webster. O hardware é confortável e acessível, e a lista de jogos é tão incrível que ainda não esgotei tudo o que ele tem a oferecer. E ele não está sozinho: mesmo em 2026, ainda recebe notificações do StreetPass de outros nerds que simplesmente não conseguem largar sua máquina de Castlevania.

Leia mais aqui em inglês: https://www.theverge.com/games/942678/nintendo-ds-rules-for-travel.

Fonte: The Verge.

Gaming | The Verge.

2026-06-12 12:30:00

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