Após uma década de fracassos, novo RPG de Senhor dos Anéis da Warhorse reacende esperança dos fãs

A última vez que um jogo do Senhor dos Anéis foi considerado excelente foi há cerca de dez anos, com Terra-média: Sombra da Guerra, de 2017. E mesmo esse título, que hoje é lembrado com carinho pelo inovador Sistema Nemesis, foi alvo de críticas na época por suas microtransações, conteúdo patrocinado e uma progressão considerada excessivamente trabalhosa. Dependendo de quando o jogador experimentou o RPG da Monolith, a espera por um novo jogo de qualidade da franquia pode já ultrapassar uma década.

Desde então, uma série de lançamentos decepcionantes marcou o histórico recente da série. Em 2024, o jogo aconchegante Contos do Condado, que propunha uma experiência de vida no Condado, fracassou ao não conseguir capturar a essência do material original. O jogo de sobrevivência O Senhor dos Anéis: Retorno a Moria, embora tenha vendido ao menos 1 milhão de cópias, teve pouca longevidade, seguindo tendências passageiras. Já O Senhor dos Anéis: Gollum tornou-se um dos maiores desastres de adaptação para videogame de todos os tempos, vítima de um ciclo de desenvolvimento conturbado e de uma falta de compreensão de sua própria fonte.

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Imagem: Nova Linha CinemaFonte da imagem: Polygon

Cada um desses jogos falhou por razões distintas, mas o resultado foi o mesmo: uma década de projetos que não conseguiram entregar uma experiência à altura do legado de J.R.R. Tolkien. Apesar desse histórico, o anúncio de um novo RPG de mundo aberto do Senhor dos Anéis, desenvolvido pela Warhorse Studios, gerou entusiasmo generalizado — algo raro para a franquia nos últimos anos.

A Warhorse Studios é conhecida pela série Kingdom Come: Deliverance, que foge da típica fantasia de poder dos RPGs em favor de consequências brutais e realismo extremo. Os jogos da Warhorse são considerados hardcore: é preciso forjar manualmente as próprias espadas e se preocupar com onde o personagem adormece. A progressão e a exploração são gratificantes justamente por exigirem dedicação, e o mundo reage de forma detalhada às escolhas do jogador — até mesmo as roupas podem influenciar a forma como os personagens interagem com o protagonista. Tudo isso é sustentado por um sistema de missões forte e personagens memoráveis, com uma escrita de qualidade que torna difícil chamar alguém de mero NPC.

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Fonte da imagem: Polygon

Embora nem todos os fãs desejem um Senhor dos Anéis onde cada pequena ação seja uma luta pela sobrevivência, a aposta na Warhorse faz sentido. O estúdio tem vasta experiência em fantasia e um compromisso com a imersão que pode ser a chave para finalmente realizar um jogo genuinamente excelente da Terra-média. A expectativa é que o novo título possa capturar a escala grandiosa de Tolkien de forma mais fiel do que Sombra da Guerra, que, apesar de imenso, ainda dividia o mundo em regiões separadas. Com uma década de avanços tecnológicos e de design, um RPG de mundo aberto tem potencial para oferecer uma experiência mais coesa e épica.

Ainda não há detalhes concretos sobre o projeto, mas a simples notícia de seu desenvolvimento já é suficiente para reacender a esperança dos fãs. Se alguém é capaz de quebrar a sequência de fracassos e entregar um jogo do Senhor dos Anéis à altura da obra de Tolkien, a Warhorse Studios parece ser a candidata mais promissora.

Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/lord-of-the-rings-rpg-kingdom-come-deliverance-2-open-world-hype/.

Fonte: Polygon.

Polygon.com.

2026-05-20 19:31:00

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