Nintendo Switch Sports Resort chegou em 2026 com uma proposta clara: ampliar o pacote que a Nintendo tentou reviver em 2022 com o primeiro Nintendo Switch Sports. São 12 modalidades, mais roupas, mais modos e mais colecionáveis, todos ambientados em Wuhu Island. A avaliação é da análise publicada pela imprensa especializada, que aponta um pacote amplo, porém irregular — mais parecido com um oceano largo do que com uma piscina funda.
A qualidade varia bastante de esporte para esporte. O arco e flecha é o grande destaque: usa os dois Joy-Con na vertical, com o botão ZL puxando a corda até o peito e o controle direito mirando o alvo. São quatro percursos espalhados pela ilha, com alvos escondidos e desafios extras que rendem horas de jogo. Já o basquete retorna praticamente intacto e continua engessado, sem a liberdade de movimento que se espera de um jogo de festa.
Entre as novidades, o Power Cruising tenta simular uma corrida de jet ski com os dois Joy-Con segurados como guidões, mas os controles travados fazem a modalidade soar mais como gadget do que como esporte. Já a queda de braço com os polegares (Thumb Wrestling) surpreende: é boba na aparência, mas rende partidas competitivas, com estratégias e iscas que mudam a cada confronto — inclusive nos modos online.
Sozinho, o jogo perde parte da graça. O modo Island Crown coloca o jogador para subir de ranking em nove das 12 modalidades, enfrentando desafiantes até chegar ao campeão da ilha, que provoca ou torce após cada vitória. Ao vencê-lo, novos objetivos são liberados, como enfrentar uma Lenda da Ilha ou encarar uma sequência de rivais sem perder. Serve como distração, mas o entusiasmo cai rápido.
O cenário muda completamente com companhia. Em sessões locais, modalidades como vôlei, que soam mornas no single-player, viram ralis elétricos que animam a sala, e até golfe fica mais divertido com a torcida e as decisões duvidosas do grupo. Os menus rápidos ajudam a alternar entre esportes sem pausas longas.
O skate é o único a usar o modo mouse dos Joy-Con, transformando o controle em um mini Tech Deck: flicks para os lados executam 360 pop shuv-its e levantar a frente do controle faz um ollie. Com vários percursos, as disputas por tempos melhores esquentam rápido.
Há limitações no multiplayer local: boxe e Power Cruising exigem dois Joy-Con por participante, então quem só tem o par que acompanha o Switch 2 não consegue jogá-los sem controles extras.
Para relaxar, o modo Sightseeing Tour permite sobrevoar Wuhu Island em um avião monomotor em busca de pontos de interesse marcados por câmeras flutuantes. Cada uma registrada no Sightseeing Log rende curiosidades sobre a ilha, e o limite de cinco minutos por voo funciona bem como aventura curta. O modo também dá contexto à ilha, mostrando outros personagens competindo nas quadras de tênis, nos campos de arco e flecha e em outras áreas.
O ponto fraco é a repetição de cenários: tênis, basquete, queda de braço e outras modalidades têm apenas um local fixo cada, o que cansa depois de várias partidas no mesmo fundo.
No online, há opções casual e pro-league. O casual usa um lobby que permite montar grupo com vários jogadores e até dividir a turma em subgrupos jogando esportes diferentes ao mesmo tempo. Falta, porém, a opção de assistir à partida dos amigos, algo que a análise lamenta. Cada esporte também tem modos especiais, mas nenhum foi considerado empolgante o suficiente para justificar retorno constante.
Visão Gamer: Switch Sports Resort aposta no volume de conteúdo e no multiplayer local como principais atrativos. Para quem joga sozinho, a experiência tende a ser mais limitada, enquanto o formato de festa com amigos parece ser onde o pacote rende mais. A exigência de dois Joy-Con por jogador em modalidades como boxe e Power Cruising é um detalhe prático que pode pesar na hora de organizar uma sessão em casa.
Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/nintendo-switch-sports-resort-review.
Fonte: IGN.
IGN Articles.
2026-10-20 13:00:00








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