Quem joga Magic: The Gathering sabe: são muitos lançamentos por ano, e a sensação de cansaço com o volume de cartas novas é real para boa parte da comunidade. Mas, segundo o designer de Magic Mark Rosewater, os jogadores não precisam se sentir obrigados a acompanhar cada carta que sai. Em publicação no Tumblr na noite de ontem, ele respondeu a um fã que questionava o excesso de produtos, com seis sets por ano.
Fizemos uma pesquisa sobre isso. Acontece que uma minoria muito pequena dos jogadores de Magic sente necessidade de acompanhar cada carta recém-lançada. Obviamente, esse público tende a ser muito engajado, então está super-representado online, afirmou Rosewater. Ele acrescentou que o jogo já tem mais de 33 mil cartas únicas e que passamos bem do ponto em que qualquer jogador consegue acompanhar tudo mentalmente.
A resposta não indica que a Wizards of the Coast pretende diminuir o ritmo. No mesmo post, Rosewater disse que limitar o número de cartas lançadas por ano ao que esse pequeno grupo consegue acompanhar simplesmente não faz sentido comercial. Para ele, o limite superior precisa ser guiado pelo que os jogadores compram e jogam, não pela facilidade de acompanhar cada novidade. Ou seja: o volume de cartas deve continuar enquanto as vendas sustentarem.

A resposta dividiu a comunidade engajada. No Reddit, o post passou de 1.300 upvotes, com gente concordando e gente insatisfeita. O usuário GunTotingQuaker comentou que aceitou há anos a ideia de que nem todo produto é para todo mundo, mas reclamou que, ao revisitar um deck de EDH com mais de um ano, parece que metade dele mudou. Já Amarsir apontou o impacto no Standard: questionou se Rosewater esqueceu o formato e argumentou que o conceito do Standard é conhecer cada novo set, enquanto jogadores de Commander não precisam saber todas as cartas.
Nem todo mundo discordou. O usuário MoO defendeu que as pessoas deveriam encarar os lançamentos de Magic como as notícias: desligar um pouco quando for demais. TunefulTunic questionou se jogadores de Standard realmente precisam conhecer cada carta, e Kanin_usagi respondeu que os terrenos são importantes, assim como planeswalkers e os principais arquétipos, mas que a maioria dos sets tem cerca de 25 cartas que aparecem de forma relevante. Ele ainda comentou que, no momento, não tem certeza se Final Fantasy ou Ixalan têm cartas que não sejam terrenos vendo jogo.
O calendário também ajuda a explicar a discussão. Foram sete sets em 2026, com Reality Fracture sendo o mais recente, e o crossover de Star Trek chegando no mês que vem. Já 2027 terá um ritmo um pouco menor, com seis sets, mas todos devem ser sets completos — diferente de Teenage Mutant Ninja Turtles e The Hobbit, que foram sets menores, com menos cartas. A Wizards of the Coast anunciou recentemente, na New York Comic Con, seu primeiro set de Universes Beyond para 2027: Darkhold Destiny, que, ao contrário de Spider-Man (2025) e Marvel Superheroes (2026), terá uma história própria criada pela equipe de Magic com personagens da Marvel.
Visão Gamer: Para quem joga Magic, a mensagem é clara: não existe obrigação de acompanhar cada lançamento, e o volume de cartas deve continuar atrelado ao que a comunidade compra e joga. Isso pode aliviar a pressão para quem se sente perdido com tantos sets, mas também significa que quem joga formatos como Standard, que dependem de conhecer o meta, ainda vai precisar lidar com um fluxo constante de novidades.
Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/magic-the-gathering-designers-response-to-product-fatigue-sparks-debate-about-the-deluge-of-new-cards.
Fonte: IGN.
IGN Articles.
2026-10-14 15:44:00








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