Terror virou máquina de dinheiro: Resident Evil Requiem já vendeu 8 milhões e gênero domina games, cinema e streaming

O terror deixou de ser nicho. Em 2026, o gênero se consolidou como uma das forças mais lucrativas do entretenimento, e os números dos games ajudam a explicar o movimento. Resident Evil Requiem, lançado em fevereiro, já vendeu 8 milhões de cópias e é o 14º jogo mais vendido da história da Capcom. Segundo relatório do Game File, seis títulos da série ultrapassaram 3 milhões de unidades vendidas só neste ano. Em seu relatório financeiro, a Capcom descreveu o fenômeno como “um ciclo virtuoso em que as vendas de títulos novos e antigos crescem juntas”.

O sucesso não se limita a uma franquia. Silent Hill segue em ritmo constante, com destaque para o spinoff escocês Townfall neste ano, e Hellraiser ganhou sua primeira adaptação oficial para videogame. Fora dos blockbusters, os indies de terror continuam vendendo bem no Steam e viraram matéria-prima para filmes de porte médio, como Iron Lung e Exit 8. Boa parte dessa visibilidade nasce de transmissões: a Twitch registrou 287 milhões de horas assistidas de conteúdo de terror entre janeiro e setembro, com a tag “horror” crescendo 6% em relação ao ano anterior.

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Fonte da imagem: The Verge

O cinema acompanha o mesmo movimento. Obsession e Backrooms, dirigidos por cineastas que surgiram no YouTube, somaram quase US$ 1 bilhão em bilheteria, superando franquias estabelecidas como Star Wars. O detalhe é o custo: Backrooms foi feito com cerca de US$ 10 milhões, enquanto Obsession custou menos de US$ 1 milhão. Antes deles, Iron Lung passou dos US$ 50 milhões sem apoio de um grande estúdio. No streaming, outubro virou campo de batalha: a Amazon lançou um remake de Carrie no Prime Video, dirigido por Mike Flanagan; a Netflix aposta em Below, thriller de seis episódios com Josh Hartnett e Charlie Heaton; a Peacock tem a prequela de Friday the 13th, Crystal Lake, com Linda Cardellini; a AMC Plus exibe a série policial sobrenatural Yaga; e a Disney Plus transmite a 13ª temporada de American Horror Story. A Apple TV saiu na frente com a comédia de terror Widow’s Bay, em abril, que rendeu um recorde de Emmys.

Nos games, o apetite continua. A Capcom afirma que o sucesso de Resident Evil levou a um novo recorde trimestral de vendas, e a série mantém um calendário quase anual. A Microsoft investiu para trazer OD, o jogo de terror de Hideo Kojima, aos consoles. Os estúdios também garimpam a internet: A24 e Neon desenvolvem filmes concorrentes baseados no universo da Fundação SCP, enquanto a Warner Bros. adquiriu os direitos de Siren Head. Nem todo projeto vai virar fenômeno, mas o baixo custo inicial tem feito estúdios, streamers e publishers apostarem mais no gênero.

Visão Gamer: Para quem joga, o cenário indica que o terror deve continuar recebendo investimento constante, tanto em franquias consagradas quanto em projetos independentes que ganham força no Steam e na Twitch. Isso pode significar mais lançamentos, spinoffs e adaptações, mas também serve de termômetro para o tipo de jogo que as publishers estão dispostas a financiar.

Leia mais aqui em inglês: https://www.theverge.com/column/1008432/horror-popular-widows-bay-resident-evil.

Fonte: The Verge.

Gaming | The Verge.

2026-10-11 12:00:00

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