Jack Thompson volta a atacar GTA 6 e chama parcerias da Flórida de fascismo

Grand Theft Auto 6 ainda nem chegou às lojas, mas já virou assunto até fora do mundo dos games. O estado da Flórida, nos Estados Unidos, tem fechado parcerias promocionais ligadas à franquia da Rockstar, e isso reacendeu a velha discussão sobre violência nos videogames. Quem não gostou nada disso foi Jack Thompson, ex-advogado que ficou famoso nos anos 1990 e 2000 justamente por tentar ligar jogos violentos a crimes do mundo real e defendia uma regulação mais rígida da indústria.

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Jack Thompson appearing in a 2008 episode of the Jace Hall Show, a few months before his disbarment by the Florida Bar. (Image credit: The Jace Hall Show)Fonte da imagem: Pcgamer

Procurado pelo site PC Gamer para comentar o momento atual da série, Thompson não amenizou o tom. Segundo ele, o governo promover interesses comerciais é ‘fascismo’, e ainda sugeriu que perguntassem à xerife do condado o que ela pensa dessa ‘aliança corporativista profana’. A reportagem de fato questionou o departamento da xerife, que respondeu não estar preocupado com ‘decisões promocionais tomadas por empresas ou organizações privadas’. Ao saber da resposta, Thompson acusou o jornalista de ter bebido o ‘Kool-Aid fascista’, comparou-o a Joseph Goebbels e pediu para não ser mais incomodado. Em um e-mail seguinte, disse que o trabalho do repórter provava que ele ‘não é um jornalista honesto’.

A postura de Thompson contrasta com a de boa parte da sociedade. Dados da Entertainment Software Association de 2025 apontam que o jogador médio nos Estados Unidos tem 36 anos e joga há 18 anos. Ou seja, policiais, políticos e pais cresceram com videogames, incluindo GTA, e hoje enxergam a franquia como entretenimento comum, não como ameaça. A tão anunciada onda de violência causada por ‘treinadores de assassinato’ como GTA, Call of Duty e Halo nunca se concretizou. Pelo contrário: no período em que os games se popularizaram, os crimes violentos caíram nas últimas duas décadas.

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Fonte da imagem: Pcgamer

O próprio GTA 6 deve sair com classificação M nos Estados Unidos, indicada para maiores de 17 anos, e 18+ na Europa segundo a PEGI, cuja listagem chegou a citar ‘decapitação detalhada’ e uso frequente e destacado de drogas. Mesmo assim, a série virou produto de massa, com direito a especial na Netflix, uniforme na NBA, venda no Walmart e até o estado da Flórida abraçando a máquina de marketing. Para quem acompanha a indústria, o episódio com Thompson serve menos como polêmica nova e mais como lembrança de uma era em que GTA era tratado como bode expiatório.

Visão Gamer: A discussão não muda nada no que os jogadores vão encontrar em GTA 6, mas mostra como a franquia deixou de ser um tabu cultural para se tornar parte do mainstream. Enquanto isso, a expectativa segue toda voltada para o que a Rockstar vai entregar no jogo em si.

Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/games/grand-theft-auto/with-grand-theft-auto-6-poised-to-take-over-the-world-i-reached-out-to-jack-thompson-and-it-did-not-go-well/.

Fonte: PC Gamer.

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2026-10-07 22:41:00

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