De Madden a Pokémon, o século 20 deixou uma lista de franquias que moldaram o jeito de jogar, de consumir esports e até de discutir games no recreio. A seleção abaixo, organizada por impacto, passa por plataformas tão diferentes quanto NES, Genesis, Game Boy, PlayStation e PC — e mostra como heróis, gêneros e séries nasceram e se firmaram nesse período.

Começando pela 12ª posição, Madden. A Electronic Arts lançou John Madden Football em 1988, dando início a uma parceria com o ex-jogador, técnico e comentarista esportivo. Nos anos 1990, a EA publicou uma pilha de jogos de esporte com atletas de várias ligas, mas foi a parceria com a NFL que se mostrou mais frutífera conforme o século terminava. Público que não se identificava com príncipes ou caçadores de recompensas galácticos encontrou ali algo reconhecível — e apareceu em peso. Há até um filme de Madden a caminho.

Na 11ª, Mega Man. O Blue Bomber teve um começo rochoso, mas compensou com Mega Man 2. Depois disso, veio uma longa sequência em que cada ano trazia ação e plataforma em alto nível. A fórmula ficou confiável mesmo com o herói ganhando dezenas de habilidades e companheiros. A cada jogo após o primeiro, oito máquinas fora de controle causavam caos em 20XX, sempre por algum plano do Dr. Wily. O conceito simples sustentou vários títulos da série principal, a derivada Mega Man X e outros jogos em consoles e arcades. A popularidade caiu recentemente, mas ele apareceu em desenhos, nos jogos Smash Bros. e tem nova aventura marcada para 2027: Mega Man: Dual Override.

Em 10º, Castlevania. A série gótica da Konami deve muito a si mesma, mas também carrega outro título: é metade da inspiração do subgênero Metroidvania, graças a Symphony of the Night, lançado no PlayStation no Japão em 20 de março de 1997. Antes disso, a franquia já tinha jogos no NES, Genesis, MSX e Commodore 64. Inspirada por cinema e literatura, agora inspira adaptações, incluindo um anime de sucesso na Netflix. E vive um revival: Castlevania: Belmont’s Curse chega em outubro para Nintendo Switch, PlayStation 5, Windows PC e Xbox Series X/S.

Na 9ª, Donkey Kong. A Nintendo provou que tinha algo especial com o gorila. O Donkey Kong original não parecia o tipo de jogo que geraria uma franquia, mas gerou. Donkey Kong Jr. trouxe o filho do antagonista como herói, seguido por Donkey Kong 3 e Donkey Kong Jr. Math, além de uma compilação dos dois primeiros. Anos depois, Donkey Kong voltou em Donkey Kong Country, da Rare, e suas sequências. A trilogia esticou a vida do Super Nintendo até a chegada do Nintendo 64 e serviu de base para um revival no Wii e Wii U. Mais recentemente, Donkey Kong Bananza surpreendeu fãs perto do lançamento do Nintendo Switch 2.

Em 8º, Resident Evil. Raccoon City não existe, mas parece tão real quanto Chicago ou Portland. A lembrança de mansões desertas, fugas de zumbis e progresso salvo com fitas de máquina de escrever marca a memória de quem jogou. A visita tensa à delegacia mostrou que nem a polícia local escapa do horror da Umbrella Corporation. Resident Evil e suas sequências e derivados foram enormemente influentes, gerando imitadores (como Silent Hill, da Konami), filmes e até board games. A franquia segue forte, embora seja difícil imaginar que supere o desempenho do fim dos anos 1990.

Na 7ª, Street Fighter. A série só decolou de vez com Street Fighter 2: The World Warrior, que começou a atrair filas nos arcades após o lançamento em março de 1991. Chegou ao Super Nintendo um ano depois, permitindo partidas sem gastar mais fichas. Por muito tempo, porém, as melhores versões só existiam em gabinetes de arcade — em lavanderias, pizzarias e lojas de conveniência. Com o público garantido, a Capcom lançou uma sequência de jogos Street Fighter II e expandiu a marca para anime, filmes e quadrinhos. Outras franquias, como Mortal Kombat e Tekken, se inspiraram nesse público. Para muitos, nunca haverá outro Street Fighter 2.

Em 6º, Sonic the Hedgehog. Os jogos do Mario têm muitas qualidades, mas um herói estiloso não é uma delas. Percebendo a oportunidade, a Sega colocou o encanador para correr atrás de um rival: Sonic, um ouriço azul com atitude, que fica bem de tênis vermelho e óculos escuros, corre muito rápido e coleta anéis que voam ao esbarrar em espinhos. Sonic e Mario viraram rivais quase imediatamente após o lançamento de Sonic the Hedgehog em 23 de junho de 1991. Amizades de escola declararam lealdade. Hoje parece história antiga, mas nos anos 1990 era motivo para acordar de manhã.

Na 5ª, Pokémon. Quem criou o slogan “Gotta catch ‘em all” merece um aumento, porque a frase virou grito de guerra de uma geração inteira de jogadores jovens. Enquanto pais e pastores entravam em pânico achando que estávamos deixando o diabo entrar em casa, a franquia seguia conquistando espaço.

Visão Gamer: Olhar para essa lista é entender de onde vêm muitas mecânicas, gêneros e rivalidades que os jogadores ainda discutem hoje. Para quem joga, o mais interessante é notar como franquias nascidas em plataformas tão distintas — do NES ao PC — continuam influenciando lançamentos atuais, de Metroidvania a esports de luta.


Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/best-video-game-series-1980s-90s/.
Fonte: Polygon.
2026-10-06 22:27:00








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