Por que Uncharted: The Lost Legacy segue sendo o melhor da série, segundo análise

A Naughty Dog pode estar trazendo Uncharted de volta. Segundo relatos, o estúdio teria chamado Shaun Escayg para liderar a revitalização da franquia — e essa escolha faz todo sentido para quem acompanha a série de perto. Escayg já comandou uma transição parecida antes: ele foi codiretor de Uncharted: The Lost Legacy, ao lado de Kurt Margenau, que hoje é game director de Intergalactic: The Heretic Prophet.

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Fonte da imagem: Polygon

Lançado em 2017 como spin-off standalone, The Lost Legacy veio logo depois de Uncharted 4: A Thief’s End, de 2016. O game troca Nathan Drake por Chloe Frazer (Claudia Black) e Nadine Ross (Laura Bailey), que dividem uma caçada ao tesouro com direito a diálogos afiados e cenas de ação típicas da franquia. E é justamente aí que ele se destaca: consegue manter a fórmula da série mesmo sem seu protagonista icônico.

O ponto central é o escopo. Segundo o site How Long to Beat, The Lost Legacy dura cerca de oito horas — aproximadamente metade do tempo necessário para zerar Uncharted 4 em um ritmo razoável. Isso pode dar a impressão de que o spin-off é só um lanche entre refeições, mas a comparação real é com os primeiros jogos: Uncharted 1, 2 e 3 ficam na casa das 8 a 10 horas. Ou seja, Lost Legacy é o mais curto, mas não é pequeno.

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Image: Naughty Dog/SonyFonte da imagem: Polygon

A diferença de tamanho também resolve um dos problemas de Uncharted 4: o ritmo. O quarto jogo estica a ação e faz os momentos baixos parecerem ainda mais arrastados, com ambientes grandes demais e flashbacks longos da adolescência de Drake. Já Lost Legacy é direto ao ponto, começa com um trabalho que dá errado e mantém o jogador preso até os créditos. Quando precisa respirar, acerta: a seção dos Western Ghats, uma área semiaberta com torres que podem ser visitadas em qualquer ordem, funciona como um interlúdio jogável entre os dois atos. É o único nível do tipo no jogo, o que evita que ele fique repetitivo.

A troca de protagonista também funciona. Chloe é tão carismática quanto Drake, e a química com Nadine — que começa como parceira relutante e vira dupla dinâmica — sustenta a narrativa. A atuação de Claudia Black e Laura Bailey é um dos pilares do game, que ainda aposta em uma história ambiciosa para os padrões da série.

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Naughty Dog/Sony Interactive EntertainmentFonte da imagem: Polygon

Como sequência de Uncharted 4, Lost Legacy é visualmente bonito e mecanicamente afiado de um jeito que os jogos anteriores nem sonhavam. E, assim como a trilogia original, entende que uma história deve durar o tempo necessário, sem se prolongar. O resultado é um jogo que aprende com os acertos e erros do passado e constrói uma experiência completa em cima dos pilares da franquia.

Visão Gamer: Para quem jogou Uncharted 4 e sentiu que o ritmo arrastava em alguns trechos, Lost Legacy mostra que a série pode funcionar muito bem em um formato mais enxuto e focado. A escolha de Escayg para um possível retorno da franquia indica que a Naughty Dog pode seguir por esse caminho — o que, na prática, significa menos enrolação e mais ação concentrada para quem joga.

Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/uncharted-lost-legacy-rec-playstation-naughty-dog/.

Fonte: Polygon.

2026-10-03 23:00:00

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