Ace Combat 8: Wings of Theve chegou com uma campanha single-player de cerca de 25 horas e 30 missões, mas é o componente online que vem chamando atenção — e dividindo opiniões. O Ace Combat Online, modo multiplayer com estrutura de jogo como serviço, já está no ar para quem fez a pré-venda da versão base, e a experiência traz altos e baixos bem marcados.

A primeira impressão ao entrar no modo online pode ser overwhelming. Depois de criar um personagem, o jogador é jogado em um hub social no estilo Destiny, cheio de outros jogadores e vendedores. Missões, desafios, edição de aviões, compra de equipamentos e gerenciamento de esquadrão ficam espalhados entre diferentes NPCs, e descobrir onde cada função mora leva um tempo. Um menu de acesso rápido deveria resolver isso, mas a navegação é confusa: para editar uma aeronave, por exemplo, é preciso clicar em “Hangar”, depois em “Online Aircraft Set”, escolher um loadout e cair em outro menu com oito opções de edição. Colocar um emblema exige passar por mais uma tela de oito opções antes de finalmente escolher o item. A Bandai Namco parece ciente do problema e permite segurar um botão para voltar ao lobby em vez de retroceder camada por camada.

Desafios também são divididos em quatro categorias, sem opção de resgatar todas as recompensas de uma vez. Até entrar em uma partida tem uma etapa extra: clicar em “Mission”, selecionar “Select Mode”, escolher o modo, voltar um nível de menu e então apertar “Sortie”. Falta um enxugamento geral para agilizar a vida de quem só quer voar.

Quando finalmente se está no ar, porém, a ação é tensa e empolgante. As partidas têm uma vibe positiva, com jogadores cruzando céus bonitos ao som da trilha sonora do jogo. Entre os modos disponíveis, o Co-Op Assault coloca o esquadrão em uma missão single-player para destruir o máximo de armas inimigas e repelir invasores, rendendo um ranking final. O Co-op Warfare adiciona um esquadrão adversário ao campo, deixando tudo mais intenso. Já os modos deathmatch desapontam por serem curtos demais: são poucos minutos para abater aviões inimigos, e boa parte do tempo acaba sendo gasta só voando até o time adversário.

O lado live-service, no entanto, pesa. O Ace Pass gratuito distribui recompensas ao longo de 100 níveis, mas existe um passe premium pago com ainda mais prêmios. Para adquiri-lo, é preciso comprar 1.000 Ace Coins, que custam US$ 10. Há também o Premium Pass Plus, por 2.500 Ace Coins — e não existe um pacote limpo desse valor: o bundle de US$ 20 dá 2.300 moedas, e o próximo tier, de US$ 30, entrega 3.500. As Ace Coins também servem para comprar decalques, roupas para o piloto e skins de aeronave. Recompensas por moedas gratuitas existem, mas os itens mais chamativos parecem pagos.

A estrutura segue de perto o manual de Fortnite, com a diferença de que Fortnite é gratuito — Ace Combat 8 custa US$ 70. A comparação feita é a de pagar caro para entrar em um parque de diversões e ainda ser cobrado por cada brinquedo. Ainda assim, é possível ignorar boa parte do live-service usando o dinheiro ganho em partidas para comprar aviões e itens de customização.
Visão Gamer: Para quem pretende investir no multiplayer de Ace Combat 8, o alerta é duplo. A experiência de voo em si rende boas partidas cooperativas, mas a navegação em menus confusos e a presença agressiva de microtransações em um jogo que já custa US$ 70 podem pesar no dia a dia. Como o modo opera como jogo como serviço, ajustes de qualidade de vida e mudanças na economia podem alterar essa balança com o tempo — mas, no estado atual, o jogador precisa decidir se topa encarar essa estrutura para aproveitar o que o online tem de melhor.
Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/ace-combat-8-online-impressions/.
Fonte: Polygon.
2026-09-30 23:00:00








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