Todo dia 30 de setembro tem um significado especial para os fãs de Resident Evil. A data marca os 28 anos desde a queda de Raccoon City, destruída pelo clássico descontrole da Umbrella com armas biológicas em Resident Evil 2 — o dia em que, nas palavras da própria comunidade, o policial dentro de Leon S. Kennedy morreu e ele nunca mais esqueceu. Para celebrar a data que definiu o personagem, a jornalista Elie Gould, da PC Gamer, reuniu os momentos mais traumáticos que viveu na franquia, e a lista mistura sustos visuais, perseguições e até escolhas narrativas que doem mais do que zumbis.

O primeiro destaque vem de Resident Evil Village: o Bebê. Segundo a autora, essa é provavelmente sua memória mais vívida de um jogo da série. Ela conta que passou cerca de 45 minutos tentando atravessar essa seção durante um ataque de pânico, na companhia de amigos, e que um feto gigante te perseguindo é algo difícil de esquecer. Um dos maiores medos dela, revela, é justamente ser perseguida, o que transforma o trecho de desconfortável em realmente traumático.

Resident Evil 7 também rendeu uma menção, e não foi pelo jogo inteiro — embora a autora admita que poderia facilmente listar tudo. O pior pedaço, para ela, é a mãe da família Baker. Ela diz gostar de aranhas e não considerar a boss fight tão difícil, mas que a aparência de Marguerite em Biohazard é demais: o saco de ovos de aranha pendurado na barriga e os membros longos e grotescos. O único consolo é que a Capcom não seguiu a arte conceitual original da personagem, que, segundo ela, seria ainda pior.

Em Resident Evil 2, o problema não é o T-00 em si, mas o som. A autora afirma que não se importa de ser seguida pelo Tyrant, desde que ele não saia do campo de visão. Quando perde o demônio de fedora azul de vista, a pressão sobe — não pelo medo de onde ele esteja, mas pelo barulho dos passos enquanto ele procura. O pior som possível, diz, é o ritmo da caminhada de T-00 acelerando quando ele descobre sua localização.

A lista ainda passa por Emma Kendo, em uma cena que a autora revisitou recentemente em Resident Evil: Requiem, com Leon voltando ao momento em que Robert Kendo tenta consolar a filha enquanto ela se transforma. A frase Você é um policial. Deveria saber alguma coisa! a assombra tanto quanto assombra Leon. Já em Resident Evil: Revelations 2, o trauma não é visual: deixar Moira para trás e receber o final ruim doeu por perder uma personagem que ela tentou manter viva. E no Resident Evil original, o Diário do Zelador entra como uma das entradas mais perturbadoras, com anotações de alguém documentando a própria infecção pelo T-vírus e perdendo a consciência de si sem entender o que está acontecendo.

Visão Gamer: A lista mostra como o terror de Resident Evil vai muito além de monstros na tela. Sons de passos, documentos espalhados pelo cenário e decisões que levam a finais alternativos continuam sendo ferramentas centrais da franquia para criar tensão — e é justamente esse tipo de detalhe que costuma ficar na memória de quem joga por muito mais tempo do que um jumpscare qualquer.

Leia mais aqui em inglês: https://www.pcgamer.com/games/resident-evil/to-celebrate-september-30-the-day-the-cop-inside-of-leon-kennedy-died-heres-my-most-traumatic-encounters-in-resident-evil/.
Fonte: PC Gamer.
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2026-09-30 17:02:00








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