Godzilla Minus Zero chega aos cinemas do Japão em 3 de novembro e da América do Norte em 6 de novembro, dando sequência ao aclamado Godzilla Minus One, vencedor do Oscar de Melhores Efeitos Visuais. A nova produção retoma a história dois anos depois dos eventos do primeiro filme, com Ryunosuke Kamiki de volta como Kōichi Shikishima e Minami Hamabe como Noriko. Os dois agora estão casados e adotaram Akiko, a bebê órfã que cuidaram após os ataques a Tóquio. A família vive em paz até que Godzilla retorna — e, desta vez, não sozinho: um novo monstro entra em cena.
Segundo a crítica baseada em uma exibição alinhada ao New York Film Festival, o filme confirma o padrão técnico da franquia, mas escorrega justamente onde o antecessor brilhou. Enquanto Minus One usava o trauma de guerra, a culpa do sobrevivente e a família encontrada como alicerce emocional, Minus Zero aposta em mais monstros e destruição — e, com isso, os dramas humanos de Kōichi, Noriko e Akiko acabam parecendo pequenos diante do caos. A crítica compara: como diria Bogart em Casablanca, os problemas de três pessoas não valem um punhado de feijões nesse mundo maluco.
O personagem mais interessante do filme, ainda de acordo com a crítica, é também o mais mal aproveitado. Kanji Murakami, vivido por Min Tanaka, é um cientista fundamental no combate aos monstros e marcado pela guerra. Ele ganha uma cena em especial que é descrita como um dos pontos altos, mas suas motivações reais e o desfecho de seu arco soam como pensamento de última hora, e não como o coração temático da produção.

A sequência envolvendo Godzilla e a Estátua da Liberdade, já vista no trailer da primavera, é citada como memorável e conectada ao personagem de Tanaka em um de seus momentos mais sombrios. A Toho pediu que críticos não revelassem detalhes específicos da cena, mas a avaliação diz que ela é ao mesmo tempo tudo o que você imaginou e nada disso.
O tema central de Minus Zero, segundo a crítica, é que a humanidade não consegue fugir dos próprios erros e continua repetindo-os. Noriko sobreviveu ao ataque de Godzilla no filme anterior com uma cicatriz misteriosa no pescoço — que, aqui, se revela não ser apenas uma marca, e sim um elemento importante na luta contra os monstros. Ainda assim, ela e Kōichi são peças de um jogo maior no cenário mundial, enquanto as pessoas comuns carregam o trauma das batalhas sem que o poder estabelecido pareça se importar.
No ato final, o filme entrega o que se espera: monstros brigando, Kōichi de volta ao cockpit, agora em caças da era de 1949, e os planos de Kenji Noda (Hidetaka Yoshioka), chefe do recém-criado Escritório de Resposta a Desastres em Larga Escala, que soam engenhosos e satisfatórios na tentativa de conter Godzilla e seu adversário. O período histórico continua favorecendo os efeitos visuais e as cenas de ação, como no anterior.
Visão Gamer: Para quem acompanha a franquia, Minus Zero mantém a escala visual e a ambientação de época que consagraram Minus One, mas a crítica aponta que a troca de foco — mais monstros, menos drama humano — pode dividir quem esperava a mesma carga emocional do primeiro filme. A estreia simultânea no Japão e na América do Norte em novembro é o próximo marco para os fãs avaliarem por conta própria.
Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/godzilla-minus-zero-review.
Fonte: IGN.
IGN Articles.
2026-09-27 00:30:00








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