Garfield: Escape From Monday divide opiniões: review adulto critica, olhar infantil aprova

Garfield: Escape From Monday, novo jogo do personagem desenvolvido pela OSome Games e publicado pela Microids, virou tema de uma análise nada convencional. O crítico Giovanni Colantonio, que assina o texto original, admitiu dificuldade em avaliar o título e decidiu dividir a resenha com uma versão sua de quarto ano do ensino fundamental — fase em que, segundo ele, era membro do fã-clube oficial do Garfield e consumia qualquer produto com o rosto do gato.

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Fonte da imagem: Polygon

A conversa começa com o jovem Giovanni listando seus jogos favoritos da época: o game do Diabo da Tasmânia para Sega, Ren & Stimpy e, principalmente, Garfield para Game Gear, com direito a uma fase dentro da TV contra um robô. O crítico adulto, por sua vez, cita TR-49, jogo de dedução ambientado em um arquivo de computador numa linha do tempo alternativa da Segunda Guerra Mundial, que discute censura e manipulação de informação por regimes fascistas.

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Fonte da imagem: Polygon. garfield-escape-from-monday-press-image-5.jpg

Sobre Escape From Monday, o jovem Giovanni aprova com entusiasmo. Ele descreve a premissa: Garfield fica preso em um mundo dos sonhos e enfrenta o Chef Monday, um vilão que tenta fazê-lo comer lasanha de legumes. Os inimigos são alimentos, e o garoto comemora a presença de personagens como Nermal e Arlene. Ele elogia a possibilidade de pular em nuvens e pães, rolar como uma bola em alta velocidade e planar pelo ar, além de curtir a quantidade de itens escondidos, como xícaras de café. Também destaca os power-ups que transformam Garfield em peru, permitindo voar por mais tempo, e em sereia, que possibilita surfar.

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O crítico adulto rebate ponto a ponto. Para ele, a história não se decide entre sonho bom ou pesadelo, já que mistura um paraíso cheio de comida com a perseguição do Chef Monday. Ele também critica a apresentação: o humor não teria a ironia seca de Jim Davis e apostaria em piadas meta sobre estar dentro de um videogame, o que não faria sentido por se tratar de um sonho. A voz de Garfield é outro incômodo, descrita como distante do tom preguiçoso de Lorenzo Music nos anos 1980 e 1990.

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Fonte da imagem: Polygon. garfield-escape-from-monday-press-image-2.jpg

Na parte de gameplay, o crítico considera Escape From Monday o mínimo esperado para um plataforma 3D: correr, pular, dar dash aéreo e coletar itens. Ele afirma que o level design é sem graça, com poucos gimmicks próprios, e que os poderes são unidimensionais — a fantasia de sereia seria apenas uma forma desajeitada de introduzir rail grinding, enquanto a de cowboy funcionaria como um gancho em fases finais. Ele também menospreza as fases de desafio, as lutas contra chefes e a decoração da casa de Jon. Como comparação, cita Bubsy 4D e Garfield: Caught in the Act, que, segundo ele, tinha mais criatividade, lembrando da fase Catsablanca.

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Fonte da imagem: Polygon

O jovem Giovanni, porém, mantém a posição: acha o jogo incrível, gosta de pular, rolar e voar, e valoriza principalmente ver seus personagens favoritos em ação. A resenha termina com o crítico adulto defendendo que crianças merecem algo melhor do que Escape From Monday, enquanto o garoto tenta terminar sua frase.

Visão Gamer: A análise escancara uma diferença de expectativa entre o público adulto, que cobra level design mais elaborado e identidade fiel ao material original, e o público infantil, que prioriza reconhecer personagens e realizar ações simples como pular e coletar. Para quem decide com base em reviews, vale considerar de qual lado dessas expectativas você está.

Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/garfield-escape-from-monday-review/.

Fonte: Polygon.

2026-09-22 15:00:00

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