The Far Side: 5 tirinhas dos anos 80 que mostram por que Gary Larson é um gênio

Gary Larson estreou The Far Side em 1º de janeiro de 1980, no San Francisco Chronicle, e encerrou a série em 1º de janeiro de 1995. No total, foram mais de 4 mil tirinhas publicadas. No começo, o quadrinho saía em apenas um jornal; no fim, aparecia em quase 2 mil. Mais de 30 anos após o encerramento, a obra continua bastante popular.

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Fonte da imagem: Polygon

O sucesso, porém, não é a única prova do talento de Larson. A diversidade do trabalho também conta. The Far Side podia ser sutil e inteligente em um dia e completamente idiota no seguinte — às vezes até surreal. Larson conseguia acertar em uma virada de frase ou entregar uma tirinha genial sem usar uma única palavra.

Abaixo, cinco exemplos que mostram esses diferentes lados do quadrinho.

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Image: Gary LarsonFonte da imagem: Polygon

5. A idiotice pura

Os personagens mais engraçados quando são burros costumam sair da cabeça de roteiristas muito espertos — basta lembrar de Mike Judge e Beavis and Butt-Head. Larson explorava bastante a estupidez em The Far Side, com cientistas agindo como crianças idiotas e multidões violentas se formando pelos motivos mais bobos. Em 29 de setembro de 1983, ele publicou uma tirinha com um homem tão tapado que não percebe que está segurando a colher errado. Só um gênio para imaginar alguém tão lesado.

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Image: Gary LarsonFonte da imagem: Polygon

4. O sutil e inteligente

Várias tirinhas de Larson fazem referência a clássicos da literatura, como Frankenstein, de Mary Shelley, ou Os Versos Satânicos, de Salman Rushdie. Mas ele parecia ter um carinho especial por Moby Dick, de Herman Melville, citado algumas vezes. A referência mais sutil veio em 21 de agosto de 1980: o capitão Ahab está sentado no bar ao lado de uma ativista pelos direitos das baleias, que diz algo como “Ah, claro — baleias brancas. … Temos várias delas”. A piada exige que o leitor conheça o básico de Moby Dick, incluindo a aparência de Ahab — com arpão e perna de pau — e sua obsessão pela baleia branca. Também é preciso sacar que a tirinha é sobre Moby Dick, algo que pode ter passado batido por muita gente.

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Image: Gary LarsonFonte da imagem: Polygon

3. O estranho e surreal

Essa também pede um conhecimento prévio: a música “Mack the Knife”, sucesso nos anos 1950 na voz do cantor de rock’n’roll Bobby Darin, embora exista bem antes disso. A tirinha mostra utensílios de cozinha antropomórficos em um apartamento humilde, com a faca e a colher jogando pôquer e o garfo no piano. Sem conhecer “Mack the Knife”, o quadrinho não faz sentido nenhum — e, mesmo para quem conhece a música, ver talheres vivos continua sendo bem estranho.

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2. Uma virada de frase engenhosa

“A curiosidade matou o gato” é uma expressão tão comum que é preciso uma mente realmente brilhante para torná-la engraçada e surpreendente. Foi exatamente o que Larson fez nesta tirinha, com um detetive de polícia examinando uma cena de crime cheia de gatos mortos. Pegar a expressão e explorá-la da forma mais literal possível — com gatos sendo curiosos no sentido científico — exige um talento de verdade.

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Image: Gary LarsonFonte da imagem: Polygon

1. Sem palavras

Aqui está outro exemplo de Larson pegando algo comum e encontrando um jeito de ressignificar tudo. Se na tirinha anterior ele usou imagens e palavras, esta não precisa de explicação. É só um cachorro e um humano dentro de um carro, com os papéis invertidos: o cachorro dirige e o homem coloca a cabeça para fora da janela, todo animado. É simples, inteligente e idiota ao mesmo tempo, representando boa parte do que faz de Gary Larson um gênio de verdade.

Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/5-far-side-comics-genius-gary-larson/.

Fonte: Polygon.

2026-09-22 10:00:00

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