Diretor de Resident Evil revela final alternativo que quase mudou o filme inteiro

O novo filme de Resident Evil quase teve um desfecho bem diferente — e a decisão de mudar o roteiro no meio do caminho pode ter sido o que segurou a tensão até os minutos finais. Quem revela é o próprio diretor Zach Cregger, em entrevista ao Collider.

No corte que chegou aos cinemas, Brian, personagem de Austin Abrams, termina o longa encharcado de sangue em um laboratório da Umbrella Corporation. Sem conseguir controlar o T-Vírus se espalhando pelo corpo, ele parte para cima dos cientistas que cruzam seu caminho. O detalhe que mantém o público conectado ao personagem é justamente a parte humana que ainda resta: a vontade de aplicar a cura que ele passou o filme inteiro transportando. É essa ligação com a seringa que deixa o objetivo de Brian claro, em vez de transformá-lo de vez em uma máquina de matar sem propósito.

No roteiro original, essa motivação ia embora cedo demais. Originalmente, no roteiro, o cientista puxa a agulha, e assim que o Austin agarra o rosto da mulher, ele deixa cair e ela se quebra, contou Cregger. A partir daí, segundo ele, o resto do filme seria só Brian eliminando os cientistas — e a reação era imediata: as pessoas ficavam tipo ‘não, acabou’.

A solução veio de uma aposta do diretor durante as filmagens. Ele gravou uma tomada extra do cientista guardando a agulha no bolso, mesmo sem previsão de usar aquilo. Filmei aquela cena do cientista colocando a agulha no bolso só porque tive um sentimento. Pensei: ‘acho que vou precisar disso’, explicou. A partir dessa sobra, a equipe montou uma nova sequência para o final, com direito a uma tomada de contingência gravada em Praga. Ainda bem, porque foi o que acabamos usando. Mantém a tensão até o fim. É tipo ‘salvem ele, salvem ele’. Antes era só ‘matem todos’, completou.

Simon
Fonte da imagem: IGN

A escolha parece ter dado certo: o filme agradou boa parte da crítica e do público, que em geral curtiram a interpretação de Cregger para a série de survival horror da Capcom. E se você ficou curioso para ver a versão descartada, pode esquecer — o diretor já confirmou que não existe um Cregger Cut a caminho.

Resident Evil virou um estouro: superou Sonic the Hedgehog 3 como a adaptação de videogame com melhor avaliação no Rotten Tomatoes e surpreendeu nas bilheterias com uma abertura de US$ 108 milhões.

Visão Gamer: a mudança mostra como uma decisão pequena de roteiro pode alterar completamente a experiência de quem assiste. Manter a cura em jogo até o fim preserva o conflito do protagonista e evita que o terceiro ato vire só uma sequência de eliminações — algo que costuma pesar para quem acompanha adaptações de games e cobra que a história tenha stakes até o último minuto.

Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/thank-god-i-shot-this-as-a-contingency-plan-zach-cregger-reveals-resident-evil-originally-had-a-different-ending.

Fonte: IGN.

IGN Articles.

2026-09-21 12:32:00

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