A mais recente Nintendo Direct, realizada em setembro, deixou parte da comunidade com uma sensação de ‘só isso?’. O evento de 45 minutos até trouxe novidades interessantes, como os anúncios de Metroid Ravenous e Kirby and the World Beyond, além de algumas DLCs bem-vindas. Mas, no geral, a transmissão foi dominada por ports e jogos já conhecidos, o que gerou um debate: será que a culpa é do Switch 2?

A apresentação começou com Monster Hunter Wilds e seguiu com uma enxurrada de títulos de terceiros, como Kingdom Come: Deliverance 2, Persona 4 Revival e até o remake de Resident Evil 2, que já tem sete anos. Para muitos, o evento pareceu mais uma Partner Direct turbinada do que uma apresentação tradicional da Nintendo, que costuma ser recheada de surpresas.

A explicação para essa mudança de perfil pode estar justamente no hardware mais poderoso do Switch 2. Agora que o console consegue rodar jogos modernos, a Nintendo parece estar abrindo as portas para um catálogo muito maior de jogos de terceiros. É uma estratégia de negócios que faz sentido, mas que pode tornar as futuras Directs menos imprevisíveis e mais parecidas com os State of Play da Sony, com menos espaço para experimentações.

Essa não é uma novidade total para quem acompanha a Nintendo. Durante a era Switch, os Directs eram famosos por trazer ports de Wii U. A diferença é que agora a escala é maior. E, enquanto alguns jogadores celebram a chance de finalmente jogar títulos como Elden Ring no console da Nintendo, outros sentem falta da criatividade que surgia das limitações técnicas dos consoles anteriores. Jogos como Monster Hunter Rise, que foi pensado para o Switch, podem se tornar mais raros em um cenário onde a Capcom pode simplesmente lançar Monster Hunter Wilds no Switch 2.

Ainda assim, há desenvolvedores apostando em experiências únicas para o novo console. O jogo Orbitals, por exemplo, parece ter sido feito para usar o recurso GameChat do Switch 2, e a Bloober Team apresentou Onyx: The Dark Grip, um game de terror que só pode ser jogado no modo portátil. São exemplos de que ainda existe espaço para a inovação, mesmo com um hardware mais próximo dos concorrentes.
Visão Gamer: A Nintendo Direct de setembro reflete uma mudança importante na estratégia da empresa. Com o Switch 2, a Nintendo parece priorizar a compatibilidade com jogos de terceiros, o que é ótimo para quem quer jogar os grandes lançamentos no console. Por outro lado, isso pode significar menos espaço para jogos exclusivos e experiências diferentes, que eram uma marca registrada da empresa. Ainda é cedo para dizer se essa é uma tendência definitiva, mas os próximos Directs devem mostrar para onde a Nintendo está realmente indo.
Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/nintendo-direct-september-2026-analysis/.
Fonte: Polygon.
2026-09-09 17:05:00








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