A ArenaNet quer provar que MMO não precisa ser sinônimo de segundo emprego. Em uma apresentação para a imprensa, o diretor de estúdio Colin Johanson detalhou a proposta de Guild Wars 3, que chega para PC e PlayStation 5 com beta planejado para o outono de 2027, usando Unreal Engine 5. O jogo, descrito como um MMO de ação e aventura, se passa mil anos antes do primeiro Guild Wars e explora a origem dos deuses, servindo como porta de entrada para novos jogadores.

Johanson não poupou críticas ao estado atual do gênero. Para ele, a maioria dos jogadores ainda está presa a títulos de 10 a 20 anos atrás, como World of Warcraft, Guild Wars 2, Final Fantasy 14, The Elder Scrolls Online e Star Wars: The Old Republic. O problema, segundo o diretor, é que o gameplay minuto a minuto estagnou, com combates focados em barras de habilidades e uma sensação de desconexão. A solução da ArenaNet é trazer mais ação, com movimentação fluida, escalada no estilo Zelda, parapente e parkour, além de um sistema de momentum que influencia ataques — como um warrior que ganha mais dano ao executar um golpe do alto após correr e planar.

Outro ponto central é combater a ideia de que MMO exige horas de preparação antes da diversão. Johanson quer que o jogador consiga progredir e fazer coisas relevantes em uma pausa de 30 minutos, sem a necessidade de gerenciar inventário, quests e builds antes de qualquer ação. A ideia é que Guild Wars 3 respeite quem tem agenda de vida real e até permita que o jogador fique meses longe e volte quando uma expansão sair, sem ser punido por isso.

O combate também promete ser mais dinâmico e menos preso a interfaces poluídas. O posicionamento no cenário importa, com a possibilidade de derrubar inimigos de penhascos ou atordoá-los contra o terreno. Efeitos de status podem evoluir em fases, como um inimigo que fica lento com frio até congelar por completo e explodir ao sofrer dano crítico. A interação entre classes também ganha destaque, com habilidades que se combinam, como um ranger criando uma vórtex polar que adiciona dano de gelo aos ataques de aliados.

Apesar de ser um MMO, Guild Wars 3 parece mirar em grupos menores. Johanson afirmou que o objetivo é que cada jogador na tela importe, e que o número ideal para combate é em torno de 20 pessoas. A arquitetura de servidores será baseada em instâncias dinâmicas e sobrepostas, priorizando amigos, guildas e amigos de amigos, sem telas de loading. Visualmente, o jogo se inspira em títulos single-player como The Legend of Zelda: Breath of the Wild e God of War, e o sistema de personalização de build, tradicional na franquia, continua presente, com liberdade para trocar habilidades e talentos conforme a situação.
Visão Gamer: A proposta de Guild Wars 3 ataca dois dos maiores atritos do gênero: a sensação de que é preciso dedicar horas para se divertir e a obrigação de estar sempre online para não ficar para trás. Se a ArenaNet conseguir entregar um MMO que respeita o tempo do jogador e ainda traz combate mais ágil e físico, pode atrair tanto veteranos cansados quanto quem sempre teve curiosidade, mas se sentia intimidado pela rotina que esses jogos costumam exigir.
Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/guild-wars-3-preview-mmo-stagnant-change/.
Fonte: Polygon.
2026-09-03 13:00:00








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