Coyote vs. ACME: como o filme dos Looney Tunes fugiu do padrão e virou um acerto

Coyote vs. ACME chegou aos cinemas depois de uma jornada turbulenta: engavetado pela Warner Bros. Discovery, o filme foi salvo pela reação do público e lançado pela distribuidora independente Ketchup Entertainment. E o resultado, segundo as primeiras críticas, tem sido positivo. Mas o que faz o longa funcionar não é só a história do Coiote processando a ACME — é a forma como ele trata os próprios Looney Tunes.

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Fonte da imagem: Polygon

Diferente de Space Jam e Looney Tunes: De Volta à Ação, aqui os personagens não são celebridades do nosso mundo. Eles são moradores comuns de um universo onde humanos e cartoons convivem. Essa decisão, segundo o diretor Dave Green, foi proposital: Queríamos nos desafiar a não tratar os Looney Tunes como um conjunto de personagens famosos, disse ao Polygon. Na prática, o filme funciona mais como um curta clássico estendido do que como uma aventura live-action tradicional.

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Image: Warner Bros./Everett CollectionFonte da imagem: Polygon

O foco principal é Wile E. Coyote, que decide processar a ACME depois de anos comprando invenções defeituosas. Para isso, conta com o advogado Kevin Avery (Will Forte) e enfrenta o advogado da ACME, Buddy Crane (John Cena). Mas é o Coiote que precisava estar perfeito — e, para isso, Green voltou aos curtas originais de Chuck Jones, criador do personagem. Ele assistiu a todos, fez anotações e contou com a ajuda de artistas indicados por Pete Browngardt, criador de Looney Tunes Cartoons.

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Image: Ketchup Entertainment/Everett CollectionFonte da imagem: Polygon

A versão do Coiote no filme é mais próxima da original: um bicho solitário, faminto e determinado a capturar o Papa-Léguas, sem falas. Green explicou que a versão falante do personagem, vista em alguns curtas com o Pernalonga, não combinava com o que queriam. Sempre fiquei perturbado quando ele falava. A voz é assustadora, disse. Para compensar a falta de diálogo, a equipe se inspirou em Buster Keaton e Charles Chaplin, além de usar os clássicos cartazes escritos à mão.

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Image: Ketchup Entertainment/Everett CollectionFonte da imagem: Polygon

Outro acerto foi o elenco dos Looney Tunes. Em vez de forçar os personagens a interpretarem versões de si mesmos, o filme os coloca em papéis que combinam com suas personalidades. O Frangolino, por exemplo, é o presidente da ACME, com toda a arrogância de sempre. O Patolino aparece como um maluco, e o Gaguinho como o azarado comum. A roteirista Samy Burch, filha da lendária diretora de elenco Jackie Burch, disse que o processo foi como escalar uma trupe de teatro: Pensamos nos Looney Tunes como atores contratados do estúdio. Não queremos ir contra o espírito deles, então eles podem interpretar esses papéis.

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Image: Ketchup Entertainment/Everett CollectionFonte da imagem: Polygon

A escolha dos vilões também seguiu uma lógica interna: como o Coiote enfrenta o Papa-Léguas, há uma coisa anti-pássaro no filme. Por isso, o Frangolino e o Piu-Piu são vilões, e até os humanos do lado da ACME têm sobrenomes de aves, como Buddy Crane e Bill Pelicanos. Em versões anteriores do roteiro, alguns personagens eram humanos, mas depois foram substituídos por Looney Tunes — o que permitiu incluir figuras menos óbvias.

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Image: Ketchup EntertainmentFonte da imagem: Polygon

Visão Gamer: Para quem cresceu assistindo aos curtas, Coyote vs. ACME parece respeitar o material original ao tratar os personagens com a mesma lógica dos desenhos — sem transformá-los em celebridades ou forçar piadas metalinguísticas. A decisão de manter o Coiote mudo e usar a linguagem corporal clássica pode ser o maior acerto, já que preserva a essência do personagem que todo mundo conhece.

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Image: Warner MediaFonte da imagem: Polygon

Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/coyote-vs-acme-director-screenwriter-interview/.

Fonte: Polygon.

2026-08-29 14:00:00

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