A Nintendo conseguiu algo raro com Splatoon Raiders: um jogo que não só prende o jogador após os créditos, como se transforma em uma experiência completamente diferente. O novo looter shooter da empresa, que inicialmente pode parecer morno, revela seu verdadeiro potencial no endgame, onde a personalização de equipamentos e a escalada de dificuldade criam um loop viciante que já consumiu mais de 30 horas do editor Giovanni Colantonio, da Polygon.

A campanha principal de Splatoon Raiders leva cerca de 15 horas para ser concluída, considerando todas as missões. Ao enfrentar o chefe final, o Inkling do jogador atinge aproximadamente o nível 40, mas ainda há versões Spicy das missões que exigem nível 50 — o considerado máximo inicial. É depois de derrotar o último boss que o jogo realmente esquenta: desbloqueia-se a dificuldade Super Spicy, com missões de nível até 80 e travamento no modo Survivalist, além do Bottomless Buffet, uma série de desafios em arena que se tornam progressivamente mais difíceis.

Colantonio relata estar atualmente no 85º andar do Bottomless Buffet, enfrentando missões de nível 92. Nessas fases avançadas, as arenas ficam abarrotadas de Salmonids que cercam o jogador por todos os lados, com pouco espaço para respirar. Até os Lesser Salmonids causam dano surpreendente, e os Seasoned Salmonids são ainda mais resistentes. A experiência é comparada aos desafios mais árduos do modo Salmon Run de Splatoon 3, exigindo movimentação constante e precisão nos disparos.
O verdadeiro coração do endgame, porém, está na customização profunda dos gadgets. Cada equipamento pode ser carregado com perks que alteram radicalmente seu funcionamento. Colantonio destaca o Shot Pot, uma torreta automática que inicialmente parece modesta, mas que pode se tornar uma máquina de destruição com as modificações certas. No seu loadout atual, ele consegue invocar duas torretas simultaneamente, com taxa de tiro, alcance e duração maximizados, disparando em duas direções com projéteis explosivos e ainda equipadas com um sprinkler que espalha tinta extra. Há ainda um slot de perk livre, que pode ser usado para reduzir o tempo de recarga, adicionar um efeito explosivo na implantação ou um aroma que atrai Salmonids.

A busca pelo gadget perfeito é o verdadeiro objetivo final de Splatoon Raiders, com os desafios crescentes servindo apenas como incentivo para novos ajustes. O sistema de overleveling permite que tanto o personagem quanto as armas ultrapassem o nível 50 com pequenos aumentos de estatísticas, criando uma progressão que mantém o jogador engajado por horas.

A comparação com Vampire Survivors, feita pelo próprio Colantonio em sua análise, se fortalece com o tempo. Com as modificações adequadas, é possível sobreviver sem disparar um único tiro, deixando que os gadgets superpoderosos cuidem dos inimigos — assim como um alho maximizado no jogo da poncle. Ao adicionar acionamentos automáticos nos equipamentos, o jogador pode se concentrar apenas em desviar e esquivar, enquanto a tela se enche de Salmonids explodindo em respingos de tinta. Os melhores momentos são aqueles em que o caos visual atinge níveis dignos de Dynasty Warriors, testando a capacidade de manter a calma em meio à multidão.
Para quem achar as primeiras missões de Splatoon Raiders um pouco monótonas, mas ainda assim gostar da mecânica, a recomendação é persistir até o ponto em que o overleveling se torna possível. É ali que o jogo se transforma em um turbilhão furioso de tinta e Salmonids, colocando à prova tanto a criatividade na construção de equipamentos quanto os reflexos do jogador. O editor da Polygon encerra com um convite: Nos vemos 100 andares abaixo no Bottomless Buffet.
Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/splatoon-raiders-endgame-vampire-survivors/.
Fonte: Polygon.
2026-07-26 14:00:00








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