Reboot de Jumanji supera original de Robin Williams em todos os aspectos, afirma crítico

Polygon.com.

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Fonte da imagem: Polygon
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Em 2017, quando ‘Jumanji: Welcome to the Jungle’ estreou, muitos fãs do clássico de 1995 torceram o nariz. A ideia de transformar o jogo de tabuleiro em um videogame parecia uma heresia. Como uma simples tela de computador poderia evocar o mesmo mistério e perigo do tabuleiro amaldiçoado? Além disso, o elenco liderado por Dwayne Johnson e Kevin Hart não parecia à altura de Robin Williams, ícone da comédia de uma geração. No entanto, a recepção esmagadoramente positiva do público fez com que muitos desses céticos, incluindo o colunista Brian VanHooker, da Polygon, dessem uma chance ao filme. A conclusão foi surpreendente: o reboot não é apenas bom, é muito superior ao original — e sua sequência, ‘Jumanji: The Next Level’ (2019), também.

A trama de ‘Welcome to the Jungle’ acompanha quatro adolescentes que encontram um console de videogame antigo, similar a um Atari 2600, com um jogo chamado Jumanji. Ao inserir o cartucho e escolher seus personagens, eles são sugados para o mundo virtual e reencarnam nos corpos de seus avatares, que não combinam em nada com suas personalidades reais. Por exemplo, a jovem egocêntrica interpretada por Madison Iseman assume o corpo de Jack Black. Para voltar à vida real, o grupo precisa vencer o jogo de aventura. Já o filme de 1995, baseado no livro infantil de Chris Van Allsburg (1981), mostra duas crianças em 1969 que descobrem um tabuleiro antigo e misterioso. Uma delas é sugada para dentro do jogo, e 26 anos depois, outras crianças reativam a partida, fazendo com que animais da selva invadam a cidade e o agora adulto Alan Parrish (Williams) retorne. Eles precisam completar o jogo para que tudo volte ao normal.

Em termos de premissa, o original leva vantagem: a ideia de um tabuleiro mágico é mais intrigante e mística do que um videogame. No entanto, o reboot merece crédito por reinventar a história de forma inteligente, sem simplesmente repetir os mesmos passos. É na execução que ‘Welcome to the Jungle’ brilha e expõe as fragilidades do clássico. Um dos maiores problemas do filme de 1995 são os efeitos especiais. A cena da manada funciona bem, mas o leão alterna entre um animatrônico convincente e uma criatura digital muito fraca. Já os macacos são tão falsos que é impossível acreditar que estejam causando qualquer estrago. Embora seja duro criticar um filme de 1995 por seu CGI, o diretor Joe Johnston poderia ter usado mais animatrônicos e animais treinados, recursos comuns na época. Já o reboot, mesmo sem efeitos espetaculares, nunca deixa que o visual atrapalhe a narrativa.

Outro ponto crucial é o aproveitamento do elenco. Robin Williams, um dos maiores comediantes de todos os tempos, tem seu talento subutilizado em ‘Jumanji’. O filme não é bobo nem engraçado o suficiente para explorar seu lado cômico, como em ‘Mrs. Doubtfire’ ou ‘Aladdin’, nem tem peso dramático para usar seu lado sério, como em ‘Gênio Indomável’ ou ‘Bom Dia, Vietnã’. O personagem Alan Parrish poderia ter sido interpretado por qualquer ator, o que significa que Williams não deveria ter sido escalado para aquele papel. Em contraste, os quatro protagonistas do reboot se divertem com a premissa de troca de corpos ao estilo ‘Sexta-Feira Muito Louca’. A sequência de 2019, ‘Jumanji: The Next Level’, leva isso ainda mais longe: dois ranzinzas interpretados por Danny DeVito e Danny Glover são sugados para o jogo junto com os adolescentes, resultando em DeVito no corpo de Johnson e Glover no corpo de Hart. Ambos fazem imitações hilárias dos personagens idosos, e o filme — ao contrário do original — aproveita ao máximo seus talentos cômicos.

O único ponto em que o original leva vantagem é na classificação indicativa: ‘Jumanji’ (1995) é PG (livre para todos os públicos), claramente voltado para crianças, enquanto os reboots são PG-13 (maiores de 13 anos), direcionados a um público mais velho. Ambos são igualmente bons para suas respectivas faixas etárias. No entanto, para qualquer adulto que não esteja cego pela nostalgia ou pelo amor a Robin Williams, fica claro que os filmes reboot de ‘Jumanji’ são simplesmente muito melhores que o original. A conclusão é que a franquia encontrou um novo fôlego ao se adaptar aos tempos modernos, trocando o tabuleiro pelo videogame e entregando aventuras mais dinâmicas e engraçadas.

Leia mais aqui em inglês: https://www.polygon.com/best-jumanji-movie-dwayne-johnson-the-rock-vs-robin-williams/.

Fonte: Polygon.

2026-07-03 06:00:00

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