Turok: Origins quer provar que franquia amada nunca morre — e traz dinossauros, coop e personalização

A Saber Interactive aposta que dinossauros são intrinsecamente legais — e que o público nunca se cansa deles. Foi com essa convicção que o estúdio decidiu ressuscitar a franquia Turok, agora com Turok: Origins, um jogo que mescla tiro em primeira e terceira pessoa, elementos de ação e uma generosa dose de personalização. O produtor sênior Alberto San Josè Tabares resumiu a motivação: “Todo mundo gosta de dinossauros. Essa é a verdade.” A declaração foi dada durante o Summer Game Fest, onde a jornalista Casey DeFreitas, do IGN, pôde experimentar uma demo de 20 minutos no Nintendo Switch 2.

O novo título traz de volta elementos clássicos da série, como a violenta Cerebral Bore — uma arma que dispara um projétil teleguiado que perfura a cabeça do inimigo, perfura o cérebro e explode. Mas também introduz mudanças significativas. A mais óbvia é a perspectiva em terceira pessoa, que pode ser alternada livremente com a visão em primeira pessoa. Segundo Tabares, a ideia inicial era focar apenas na terceira pessoa para mostrar melhor as roupas e armas que o jogador pode customizar, mas o feedback dos fãs fez com que a equipe mantivesse o modo clássico.

Outra novidade são as Formas Primitivas (Primal Forms), três arquétipos que definem o estilo de jogo e a aparência do personagem: Cougar, Bison e Raven. Cada uma tem árvores de habilidades próprias e pode ser trocada livremente durante a campanha. O objetivo é incentivar a cooperação entre até três jogadores em modo cooperativo — por exemplo, um pode criar uma barreira que bloqueia projéteis inimigos enquanto os outros atiram por trás dela. A campanha inteira pode ser jogada em coop, mas a Saber Interactive garantiu que a experiência solo também é viável, mantendo o espírito dos primeiros Turoks.

A customização não para por aí. Cada arma pode receber até nove modificações diferentes, que alteram drasticamente seu comportamento. É possível, por exemplo, modificar a Cerebral Bore para atingir três alvos em vez de um, ou transformar uma arma automática em semiautomática. Além disso, o jogo introduz os EchoSyncs, habilidades únicas obtidas ao derrotar chefes. Descritas como upgrades para o traje biomórfico (chamado manto), elas são conquistadas ao extrair DNA de dinossauros e do ambiente. Na demo, a jornalista equipou um EchoSync que permitia soltar um poderoso rugido sônico, semelhante ao Fus Ro Dah de Skyrim.

A demo começou com combates contra raptores, seguidos por uma área aberta com ondas de Xenia — humanoides reptilianos hostis. A jornalista enfrentou inimigos que teletransportavam e usavam furtividade, o que a deixou sobrecarregada por jogar sozinha. Ela aprendeu a usar plantas coloridas que restauravam escudos e munição, além de um ataque corpo a corpo e finalizações especiais que só podem ser executadas quando a vida do inimigo está baixa. O ponto alto foi a luta contra um chefe: um T-Rex modificado com partes mecânicas, que lembrava o Deviljho de Monster Hunter. O dinossauro robótico atacava com cauda, mordidas, lasers nos olhos, mísseis teleguiados e ondas de choque, além de derrubar estruturas do cenário.

Um detalhe importante para os fãs de ação: os rolamentos de esquiva (dodge rolls) têm quadros de invencibilidade (i-frames), o que torna o combate mais dinâmico e recompensador, especialmente na visão em terceira pessoa. A jornalista destacou que essa mecânica tornou a luta contra o chefe muito mais satisfatória do que simplesmente se esquivar ou buscar cobertura.

Tabares explicou que o jogo foi projetado para incentivar a experimentação: “No final, estamos guiando o jogador a testar diferentes builds, diferentes combinações, para encontrar seu próprio jeito de jogar.” Além do progresso linear, cada fase terá segredos e itens opcionais que garantem replayability.

Turok: Origins está previsto para o outono (hemisfério norte) de 2025, com lançamento para Nintendo Switch 2, PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S. A demo rodou bem no Switch 2 com controle, o que sugere que o jogo deve funcionar adequadamente nas demais plataformas. Para quem cresceu jogando Turok: Evolution (2002) ou os títulos originais da série, Origins parece uma tentativa honesta de modernizar a franquia sem perder sua essência — sangue, dinossauros e armas absurdas.

Leia mais aqui em inglês: https://www.ign.com/articles/turok-origins-aims-to-prove-that-a-once-beloved-ip-can-never-go-extinct-ign-preview.

Fonte: IGN.

IGN Articles.

2026-06-10 13:00:00

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